Carro do jogador Marcinho estava entre 86 e 110 km/h quando atropelou casal, aponta laudo

Carro do jogador Marcinho estava entre 86 e 110 km/h quando atropelou casal, aponta laudo

  • Carro do jogador Marcinho estava entre 86 e 110 km/h quando atropelou casal, aponta laudo


Marcinho, ex-lateral do Botafogo e seu pai, Sérgio Lemos de Oliveira, prestam depoimento na 42º DP (Recreio), nesta segunda-feira (04).  — Foto: ESTEFAN RADOVICZ/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Marcinho, ex-lateral do Botafogo e seu pai, Sérgio Lemos de Oliveira, prestam depoimento na 42º DP (Recreio), nesta segunda-feira (04). — Foto: ESTEFAN RADOVICZ/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

O carro do jogador Márcio Almeida de Oliveira, o Marcinho, estava entre 86 e 110 km/h quando o ex-atleta do Botafogo atropelou e matou um casal de professores no Recreio.

A informação consta em um laudo da Polícia Civil finalizado nesta segunda-feira (11) e obtido pela TV Globo. Para chegar à velocidade, peritos utilizaram o chamado "Modelo de Happer", com base na distância que a vítima foi arremessada com o impacto.

O valor apontado foi o de 98 km/h, com margem de erro de 12 km/h – entre 86 km e 110 km.

O acidente foi no último dia 30, na orla do Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. Na via, a Avenida Lúcio Costa, a velocidade máxima permitida é de 70 km/h.

Marcinho disse à polícia que estava a 60 km/h, versão desmentida por testemunhas, que afirmaram que o Mini Cooper do atleta estava em alta velocidade e "costurando o trânsito".

Exclusivo: Marcinho fala pela primeira vez; Imagens inéditas mostram jogador após tragédia
--:--/--:--

Exclusivo: Marcinho fala pela primeira vez; Imagens inéditas mostram jogador após tragédia

O professor Alexandre Silva de Lima morreu na hora. A sua mulher, a também professora Maria Cristina José Soares, foi hospitaliza mas na quarta-feira (6) também morreu.

casal estava junto havia 13 anos e tinha ido à praia jogar flores para Iemanjá. Um ritual que seguiam todos os anos. Em 2020, por causa da pandemia, resolveram antecipar em dia. Os dois eram professores do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, o Cefet.

Marcinho não prestou socorro às vítimas após o atropelamento e fugiu do local do acidente. Disse que teve medo de ser linchado. Imagens obtidas pelo Fantástico mostram os segundos após o acidente. Na imagem, é possível ver que o carro nem chega a parar.

"Nós não verificamos, no caso concreto, nenhum risco de linchamento. Isso ficou apenas nas alegações dele", disse o delegado Alan Luxardo, responsável pelo caso.

"Eu não entendi até no depoimento dele, porque ele diz que já estavam juntando pessoas, mas como juntando pessoas, se ele nem parou o carro? Então como é que ele viu que estavam juntando pessoas?", questionou Márcio Albuquerque, advogado das vítimas.

Na entrevista ao Fantástico, Marcinho reafirmou o depoimento de que não ingeriu bebida alcoólica. O jogador se apresentou à polícia cinco dias depois do atropelamento, o que não permitiu exame toxicológico.

O jogador responde por duplo homicídio doloso – quando não há a intenção de matar. Se condenado, Marcinho pode pegar até oito anos de prisão pelos homicídios, pena que pode ser aumentada por conta da omissão de socorro.