Em SP, campanha chama atenção para o uso indevido de vagas especiais

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Campanha em São Paulo tenta educar motoristas que usam vagas exclusivas sem ter direito

A falta de educação de motoristas foi alvo de uma provocação nesta terça-feira (14) em São Paulo.

O aviso está na placa, está escrito no chão: a vaga é para idoso. Mesmo assim, o motorista queria estacionar.

“Aqui é vaga especial”, diz o fiscal.

“Pensei que aqui fosse normal”, responde o motorista, que só não deixou o carro por medo da multa.

A representante comercial Marizi Demeo estacionou. Tudo certinho. É idosa, tem o cartão no carro, mas já viu muita gente que não precisa parar em vaga especial.

“Bem complicado, porque acho que está tirando a vaga de uma pessoa que precisa mesmo, uma pessoa com cadeira de rodas, deficiência, acho que é muito pior”.

Fica sem a vaga e ainda tem que ouvir:

“É um minuto só, eu vou ali e já volto, entendeu. É nesse momento que às vezes a pessoa passa e não encontra vaga”, afirma o motorista Francisco Torres.

“Acho que não é um minutinho, é uma hora realmente”, rebate a comerciante Miriam Peres.

Neta terça-feira (14) aconteceu o contrário em São Paulo. Foi a companhia de trânsito que estacionou cadeiras de rodas em vagas normais, que são para todo mundo. O motorista até reduz a velocidade, acha que vai conseguir estacionar, mas o máximo que ele faz é ler aquelas desculpinhas de sempre: “É rapidinho”, “Volto já”, “Um minutinho só”. E, aí, ele tem que ir embora com aquela sensação de que alguém pegou aquela vaga que ele precisava muito.

A ação faz parte do projeto Maio Amarelo, de educação para o trânsito. Estacionar em vagas especiais sem ter direito é infração gravíssima com multa de R$ 293,47 mais sete pontos na carteira.

“Está certo. Tem que colocar um pouco de ordem na coisa, porque você vê pessoas com deficiência, pessoas com mais dificuldade que você para parar, e não conseguem parar porque outros tomaram o lugar justamente com essas frases”, afirma o empresário Nassim Abdala.

A pegadinha educativa agradou quem já está cansado de reclamar.

“Não vai tocar todo mundo, porque acho que a gente está muito longe disso, mas uma ou outra pessoa vai começar a ver de uma forma diferente. Acho que se colocar no lugar do outro é fundamental e nosso país precisa muito disso”, declara a analista financeira Monalisa Ellelkmann.