Facebook lança 'corte de apelação' para conteúdo controverso


O fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, em imagem de maio de 2018 — Foto: Charles Platiau/File Photo/ReutersO fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, em imagem de maio de 2018 — Foto: Charles Platiau/File Photo/Reuters

O fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, em imagem de maio de 2018 — Foto: Charles Platiau/File Photo/Reuters

O fundador do FacebookMark Zuckerberg, anunciou nesta quinta-feira (15) a criação de uma "corte de apelação independente" que decidirá sobre conteúdos controversos e se estes podem permanecer on-line ou não.

O anúncio foi feito durante uma teleconferência para abordar uma nova polêmica que envolve o grupo e uma empresa de relações públicas.

Para além dessa nova polêmica, Zuckerberg e sua equipe anunciaram ter aumentado a capacidade da rede social de detectar "mensagens de ódio" de qualquer tipo.

O Facebook é regularmente acusado de não fazer o suficiente para suprimir mensagens e reconhece, por exemplo, que foi lento demais para reagir à propaganda do Exército de Mianmar em seu site contra a minoria dos rohingyas.

"Cheguei à conclusão de que não deveríamos tomar tantas decisões sobre liberdade de expressão ou segurança", disse Zuckerberg.

Os conteúdos controversos detectados através da inteligência artificial ou porque são reportados pelos usuários são revisados através de um sistema interno.

Mas uma espécie de "tribunal de apelação" independente, que deveria ser estabelecido no ano que vem, será responsável por decidir em casos de litígio.

A composição da corte, assim como seu grau de independência, em concordância com os princípios que guiam o Facebook, serão determinados nos próximos meses.

A partir do ano que vem o Facebook vai publicar um relatório a cada três meses sobre o conteúdo eliminado do site. A frequência é equivalente à da publicação de resultados financeiros e uma forma de demonstrar que a empresa leva o assunto a sério.

"Conseguimos avanços na eliminação do ódio, da intimidação e do terrorismo da nossa rede", disse Zuckerberg, mas "devemos encontrar o equilíbrio entre dar voz às pessoas e nos assegurarmos de que estão seguras".